Paço do bispo

Permanecendo até hoje pouco conhecida a história dos espaços residências dos Bispos do Porto junto à catedral é dado adquirido que, pelo menos desde D. Hugo (1112/1114-1136), responsável pela restauração definitiva da diocese, existia já um edifício com essa função. Ao longo dos séculos foi-se desenvolvendo um complexo arquitectónico, do qual subsistem ainda vestígios diversos como uma fresta tardo-românica (séc. XIII) à direita da porta principal.

Entre o século XV e os finais do século XVII podem documentar-se obras diversas mandadas executar por sucessivos prelados. Porém, o momento decisivo, verificou-se durante o governo de D.Frei João Rafael de Mendonça (17771-1793), ao qual se deve na substância, o palácio que ainda hoje podemos visitar.

A construção deste Paço, pela sua escala arquitectónica, concepção e riqueza ornamental, proporcionou à cidade do Porto, pela primeira vez, a existência de um verdadeiro palácio, que podemos considerar como um dos exemplares mais significativos da arquitectura tardo-barroca em Portugal.

Da autoria do arquitecto e pintor italiano Nicolau Nasoni, tem hoje várias funcionalidades, desde residência episcopal, a cúria diocesana.

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